Zamora vence o Cerro Porteño e acaba com o maior jejum da história da CONMEBOL Libertadores

Venezuelanos estavam há 17 partidas sem vencer na Libertadores. Em casa, acabaram com a invencibilidade dos paraguaios e ainda sonham com Sul-Americana

Um grito que estava engasgado desde 2014. Praticamente um ato de libertação. De Libertadores. A emoção acometeu a equipe do Zamora (VEN) nesta quinta-feira na CONMEBOL Libertadores. Depois de 17 jogos só com derrotas, os venezuelanos encerraram o maior jejum da história da competição ao bater o Cerro Porteño (PAR) por 2 a 1. 

A quebra histórica, comemorada como se fosse um título após o jogo, significa também a oportunidade de sonhar com algo importante ainda este ano. O Zamora chegou a três pontos e igualou o Atlético-MG na 3ª colocação do Grupo E. Ainda está na frente pelos critérios de desempate e hoje estaria classificado para a Copa CONMEBOL Sul-Americana de 2019. Na última rodada, decide em casa contra o Galo. De se comemorar. 

Curiosamente, o hiato de vitórias do Zamora está ligado de ponta a ponta por clubes paraguaios. A última vitória foi contra uma equipe do país e com outro detalhe até irônico: nas duas ocasiões, o mesmo treinador se encontrava do outro lado. Em 2014, o Zamora derrotou o Nacional de Fernando Jubero. Em 2019, o Cerro de Fernando Jubero. Coincidência. 

A vitória histórica foi possível graças aos gols de Ignácio González, de pênalti, e Pedro Ramírez, um em cada tempo. Quem descontou para o Cerro foi o artilheiro Haedo Valdéz, em bela cabeçada. 

Haedo, porém, não foi capaz de impedir o primeiro tropeço dos paraguaios, que estavam 100% na competição até então. Ainda lideram o Grupo E e na última rodada decidem a posição contra o também já classificado Nacional (URU).

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