Uma noite para a eternidade: o que está em jogo para o Athletico na Recopa

Clube paranaense pode conquistar seu segundo título internacional em seis meses e se consolidar como uma das grandes forças do continente. No Monumental, a chance de uma vida

O Athletico Paranaense vive atualmente o melhor momento de sua história quase centenária. Atual campeão da CONMEBOL Sul-Americana, seu primeiro título internacional, deu voltas em seus rivais do Paraná e bate de frente com os outros grandes do Brasil e da América do Sul. Possui um centro de treinamento de excelência, uma categoria de base cada vez mais forte e um estádio espetacular, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Sobra, ao ponto de ser bicampeão estadual com o time Sub-23. São páginas de glórias sendo preenchidas na frente do torcedor que acompanha a tudo em êxtase. Mas o álbum está aberto e uma outra figurinha que pode ser colada nesta quinta-feira traria o selo da grandeza. 

Quando foi campeão da Sul-Americana no fim do ano passado, todos no Athletico imediatamente pensaram: será possível bater o todo poderoso River Plate de Marcelo Gallardo, vencedor de seis títulos internacionais nos últimos cinco anos? Seis meses depois, a resposta para todos é clara, principalmente depois da vitória por 1-0 no primeiro jogo da final da CONMEBOL Recopa: sim, é possível. 

O seguro goleiro Santos, o experiente zagueiro Paulo André, campeão da Recopa em 2013 pelo Corinthians, o jovem e talentoso lateral-esquerdo Renan Lodi, o experiente e ex-River Lucho González, o goleador Marco Ruben: todos creem. E o que isso significaria? Colocar seus nomes de vez na história do Athletico e elevar o clube a outro patamar: daqui 50 anos, o torcedor rubro-negro há de lembrar da noite em que o Furacão ergueu uma taça no Monumental de Nuñez ao bater o poderoso River. É daqueles momentos para a eternidade, que sustentam o sentimento de seus torcedores e elevam o patamar do clube. Uma conquista gigante e para poucos, muito poucos. 

Pela Sul-Americana, o grupo atual já está na história. As páginas são lindas. Mas há um sentimento comum de que a Recopa consolidaria um projeto fulminante. Daria ainda mais gás para o sonho maior, o de conquistar a CONMEBOL Libertadores pela primeira vez. Em 2005, o Athletico bateu na trave. Mas como segurar um furacão que devasta a América do Sul com futebol rápido e vistoso?

Na semana passada, a Arena da Baixada pulsou e impulsionou o Athletico para bater o River. Nesta quinta-feira, na fria Buenos Aires, serão cerca de 800 athleticanos gritando e empurrando o Rubro-Negro. É uma noite para toda a história.  

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