"Será lindo enfrentar um rival com a história do São Paulo", diz goleiro do Talleres antes de estreia

Guido Herrera admite que a ansiedade tomou conta da cidade de Córdoba para a estreia na Copa Libertadores

Não será uma quarta-feira qualquer em Córdoba. Neste dia 6 de fevereiro, o Talleres retorna à Copa CONMEBOL Libertadores após 17 anos de sua primeira participação. Pela frente, um gigante continental: o São Paulo, tricampeão da América e um dos recordistas em aparições no torneio entre os clubes brasileiros (19 vezes). Em jogo, está a chance de ingressar na fase de grupos.

A cidade está ansiosa, assim como um dos líderes do elenco do Talleres. O goleiro Guido Herrera, de 26 anos, usa a trajetória vencedora do Tricolor na Copa para não só para valorizar a partida desta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Mario Alberto Kempes, mas também para dimensionar a responsabilidade de sua equipe no jogo de ida da segunda fase preliminar - a volta será daqui a uma semana, no Morumbi.

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"A verdade é que, para poder entrar na fase de grupos, não se pode escolher rival, tem de estar preparado para jogar contra os melhores. Temos um grande adversário. Será lindo enfrentar um rival com a história do São Paulo. Será ótimo para saber se estamos preparados para um desafio tão enorme", afirmou Herrera, estreante na competição.

Confira trechos da entrevista concedida pelo goleiro do Talleres à Copalibertadores.com em espanhol:

Como foi a preparação do Talleres para a Copa CONMEBOL Libertadores?
Foi boa, com a melhor expectativa possível. Fizemos uma pré-temporada muito dura, esperamos estar à altura do que será essa Libertadores, sabíamos que seria o objetivo principal. Por sorte, fomos bem na Superliga Argentina e isso nos motiva. Esperamos estar à altura.

Qual clima envolve Córdoba às vésperas do jogo de estreia?
É uma cidade que respira futebol. Estamos em um clube grande, com uma grande torcida, que nos apoia nas ruas e em cada treinamento. Estamos vivendo um momento lindo, saber que contamos com muita gente ao nosso lado. As pessoas estão esperando mais que tudo essa partida da Libertadores. Depois de algum tempo voltamos a um torneio internacional, e isso significa muito para o clube. A cidade está alvoroçada, mas temos de ficar calmos, tranquilos. O apoio das pessoas nos transmite muita confiança.

Como administrar tanta responsabilidade e pressão?
Depende da personalidade de cada jogador. Estamos acostumados a jogar com estádio cheio, sabemos que a torcida nos cobra sempre por vitórias e vamos manejando essa pressão. Por ser um jogo de Libertadores, com ida e volta, as pessoas querem a vitória, mas precisamos ficar tranquilos, sabendo que são duas partidas. Temos de ser cautelosos. Enfrentaremos um grande rival, com muita história. Temos de respeitá-lo, saber de sua virtude. Nós podemos superá-los.

O elenco estava em férias durante o sorteio da Libertadores. Vocês acompanharam?
Sim, soubemos do sorteio e que havia grandes equipes. A verdade é que, para poder entrar na fase de grupos, não se pode escolher rival, tem de estar preparado para jogar contra os melhores. Temos um grande adversário. Será lindo enfrentar um rival com a história do São Paulo. Será ótimo para saber se estamos preparados para um desafio tão enorme.

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Como você descreveria o estilo de jogo do Talleres?
A ideia da comissão técnica é ter uma equipe que seja protagonista, que não tenha medo de atacar e vá sempre em busca do resultado. Pode dar certo ou não, mas é uma ideia com a qual trabalhamos todos os dias. É ótimo quando funciona porque aparece o reflexo do trabalho do treinador. É um clube organizado. Os resultados estão aparecendo e nos dão confiança. A ideia é essa, ser protagonista, demonstrar que temos muitos jogadores jovens e velozes. 

Dois de seus companheiros de time, Mauricio Caranta e Guiñazú, já foram campeões da Libertadores. O que eles dizem ao elenco? 
Eles e Javi Gandolfi, que são jogadores muito experientes, têm muitas partidas de Copa na carreira. São os nossos três capitães, e nos espelhamos muito neles. Vivem nos dizendo que são partidas diferentes, que se ganham ou se perdem nos detalhes, e a gente os escuta. Sempre nos fazem evoluir.

Acha que um bom desempenho na Libertadores pode abrir vaga na seleção da Argentina para a Copa América?
Sim, mas não penso não que pode vir se eu for bem. Prefiro desfrutar o que estou vivendo agora, que é maravilhoso.

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