CONMEBOL Libertadores 1962: Com Pelé e companhia, Santos fatura primeira Copa para o Brasil

Peixe conquista a competição sul-americana pela primeira vez ao desbancar o então bicampeão Peñarol

Pelé já havia sido campeão do mundo com a Seleção Brasileira por duas vezes, levado o Santos aos principais títulos nacionais, mas faltava incluir o Peixe entre os principais clubes do continente. Foi o que aconteceu na conquista da CONMEBOL Libertadores de 1962.

A campanha na Fase de Grupos ao lado de Cerro Porteño, do Paraguai, e Deportivo Municipal, da Bolívia, foi sem sustos. Três vitórias e um empate garantiram a primeira colocação na chave.

Santos Libertadores 1962

Na semifinal, empate contra a Universidad Católica no Chile por 1 a 1 e vitória como mandante por 1 a 0.

A decisão foi contra o bicampeão Peñarol, e o título veio somente no jogo desempate. O Peixe ficou mais próximo do troféu inédito ao vencer em Montevidéu por 2 a 1, porém os uruguaios surpreenderam na Vila Belmiro ao triunfar por 3 a 2.

O jogo em Santos foi tenso, e por conta dos ânimos acirrados o árbitro chileno Carlos Robles deu a partida como encerrada logo após o terceiro gol do Peñarol. A bola continuou rolando em caráter amistoso, e o Peixe até empatou com Pagão, porém não valeu.

O terceiro e decisivo confronto aconteceu no Monumental de Nuñez, e o Santos não deu chance para o rival. Com Pelé em campo, recuperado da lesão que o afastou logo no início da Copa do Mundo meses antes, a vitória veio por 3 a 0 com dois gols do Rei - Caetano, contra, fez o outro – e a Libertadores teve como destino o Brasil pela primeira vez.

NÚMEROS DO CAMPEÃO

9 jogos
6 vitórias
2 empates
1 derrota
29 gols pró
11 gols contra
Artilheiro: Coutinho (6 gols)

FICHAS TÉCNICAS

Peñarol 1-2 Santos

Data: 28/7/1962
Local: Centenário, Montevidéu (Uruguai)
Libertadores: Final, ida
Árbitro: Carlos Robles (Chile)

Peñarol: Luis Maidana, Juan Vicente Lezcano, Núber Cano, Edgardo González, Roberto Matosas, Omar Caetano, Ángel Rubén Cabrera (Moacyr), Pedro Virgilio Rocha, José Sasía, Alberto Spencer, Juan Joya. Técnico: Béla Guttmann.

Santos: Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Dorval, Mengálvio, Pagão, Coutinho, Pepe (Oswaldo). Técnico: Lula.

Gols: Alberto Spencer (18’); Coutinho (29’ e 70’).

Santos 2-3 Peñarol

Data: 2/8/1963
Local: Vila Belmiro, Santos (Brasil)
Libertadores: Final, volta
Árbitro: Carlos Robles (Chile)

Santos: Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Dorval, Mengálvio, Pagão, Coutinho, Pepe. Técnico: Lula.

Peñarol: Luis Maidana, Juan Vicente Lezcano, Núber Cano, Edgardo González, Roberto Matosas (Néstor Gonçalvez), Omar Caetano, Carlos Fernández Carranza, Pedro Virgilio Rocha, José Sasía, Alberto Spencer, Juan Joya. Técnico: Béla Guttmann.

Gols: Dorval (27’), Mengálvio (50’); José Sasía (18’), Alberto Spencer (49’ e 73’).

Santos 3-0 Peñarol

Data: 30/8/1962
Local: Monumental de Nuñez, Buenos Aires (Argentina)
Libertadores: Final, jogo desempate
Árbitro: Leo Horn (Holanda)

Santos: Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Pepe. Técnico: Lula.

Peñarol: Luis Maidana, Juan Vicente Lezcano, Núber Cano, Edgardo González, Néstor Gonçalvez, Omar Caetano, Pedro Virgilio Rocha, Roberto Matosas, Alberto Spencer, José Sasía, Juan Joya. Técnico: Béla Gutmann.

Gols: Omar Caetano (11', contra), Pelé (48’ e 89’).

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