River Plate bate o Athletico Paranaense em jogaço e conquista terceiro título da CONMEBOL Recopa

Gol do título saiu nos minutos finais de uma grande partida no Monumental. Vitória por 3 a 0 rende mais uma taça para o multicampeão Marcelo Gallardo

O River Plate é o novo campeão da CONMEBOL Recopa após vencer o Athletico Paranaense por 3 a 0, no Monumental. A virada sobre a derrota da ida (1 a 0) saiu nos minutos finais e coroou a geração mais vitoriosa da história do clube. Fernández, Pratto e Suárez marcaram e deram a Gallardo seu décimo título pelo clube, o sétimo internacional. É o treinador mais vencedor do gigante argentino. O River é tricampeão da Recopa, agora com as taças de 2015, 2016 e 2019.

Foi uma grande final entre Brasil e Argentina. À altura das tradições e do tamanho do belíssimo Monumental de Nuñez, lotado, em festa e pulsando pelos discípulos do multicampeão Marcelo Gallardo em busca do novo troféu para sua vasta galeria. Os campeões da CONMEBOL Libertadores e da CONMEBOL Sul-Americana jogaram como tal. Como campeões!

Se na ida se viu pouco do River e muito do Athletico, na volta os millonarios jogaram como o time que hoje é um dos mais respeitados do continente, se não o mais. A bola batida por Nacho Fernández na trave de Santos logo no início deu o sinal de que a equipe da casa entrou em campo com a vontade que se espera de quem busca uma taça. O goleiro do Furacão trabalhou até que os visitantes encaixassem melhor a marcação e passassem a contra-atacar com mais qualidade.

O duelo que colocou frente a frente figuras de larga experiência teve o ex-River Lucho González cara a cara com o paredão Franco Armani. Foi do goleiro millonario a grande defesa do primeiro tempo. A bola enfiada com precisão por Rony deixou Lucho livre para castigar o rival que ele tanto respeita. Mas Armani cresceu e desvio a bola para escanteio. Uma defesa de título!

River Plate x Athletico Paranaense

45 minutos sem gols, mas de muito bom futebol de dois times que tratam bem a bola. Um defendendo o empate, o outro em busca do único placar que lhe interessava. A primeira etapa terminou com o River Plate tendo 55% da posse contra 45% do Athletico.

Gallardo, como sempre, jogou junto com seus jogadores à beira do campo. Lamentações e demonstrações de apoio a cada lance. O seu time, como era de se esperar, viu um adversário mais fechado na volta do intervalo. A zaga liderada pelo experiente Paulo André, campeão da Recopa de 2013 com o Corinthians, teria de redobrar a atenção.

E Lucho voltou a ser protagonista quando um chute de Pinola na área parou em seu braço. Com ajuda do VAR, a penalidade foi marcada. Fernández parou em Santos, na trave, mas no rebote fez o Monumental explodir e Gallardo correr para festejar como se estivesse disputando ali sua primeira final na carreira.

González, campeão da Libertadores de 2015 com o River do atual treinador argentino, deixou o campo substituído a quatro minutos do fim do tempo normal aplaudido pelas duas torcidas. Foi para o banco assistir o fim que os brasileiros não gostariam de ver.

Lucas Pratto, mais do que conhecido no Brasil, mostrou mais uma vez seu talento para definir com força e precisão uma bola que recebeu limpa dentro da área. Foi o gol do título, definitivamente confirmado logo em seguida com o terceiro de Matías Suárez, quando o Athletico já estava entregue.

O campeão da Sul-Americana agora se volta para a busca de seu maior sonho: a Libertadores. O rival das oitavas, em julho, será outro gigante argentino, o Boca Juniors. E o River Plate, em êxtase, irá em busca do penta contra outro brasileiro: o Cruzeiro é o rival do mata-mata.

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