Que loucura, Higuita! CONMEBOL Libertadores foi palco para 'revolução' de goleiro colombiano

Icônico jogador do Atlético Nacional conquistou a Copa em 1989 e marcou gol de falta em cima do River Plate em semifinal

René Higuita não ganhou o apelido de El Loco por acaso. Do visual exótico à ousadia de não ter medo de encarar adversários com a bola no pé, e não só com as mãos, o goleiro colombiano esbanjou irreverência na carreira, rompeu barreiras na posição e ficou reconhecido mundialmente. A CONMEBOL Libertadores foi um dos palcos que o transformaram em ícone.

Willian René Higuita Robert Zapata nasceu no dia 27 de agosto de 1966, em Medellín. Mesmo com 1,72m de altura, considerada baixa para um goleiro, se formou jogador debaixo das metas e usou a habilidade com os pés como um diferencial - e para chamar atenção, claro.

A estreia como profissional foi pelo Millonarios, em 1985, mas no ano seguinte transferiu-se para o Atlético Nacional, iniciando uma guinada na carreira. Com a camisa verdolaga, Higuita chegou à seleção colombiana, virou um dos expoentes de uma talentosa geração que o futebol do país criou, e conquistou o título da Libertadores, em 1989, como protagonista.

O Nacional havia perdido o jogo de ida da decisão daquele ano para o Olimpia por 2 a 0, em Assunção, e devolveu o placar na partida de volta, em Bogotá, levando a disputa da taça para as penalidades. Higuita bateu um penal (e converteu), defendeu quatro cobranças dos paraguaios e deu a primeira Copa da história do clube colombiano.

Higuita marcou 41 gols na carreira, o que o coloca como o quarto goleiro que mais balançou redes na história do futebol, empatado com o brasileiro Márcio, ex-Atlético Goianiense. Cinco deles ocorreram em jogos de Libertadores.

O mais importante saiu na edição de 1995, quando Atlético Nacional e River Plate lutavam por um lugar na decisão. O time de Medellín venceu o jogo de ida por 1 a 0, gol de Higuita em cobrança de falta.

Higuita defendeu 14 clubes na carreira, a maior parte da Colômbia, e disputou 68 jogos pela seleção de seu país. Encerrou a carreira em 2010, aos 43 anos, pelo Deportivo Pereira, e reuniu mais de 20 mil pessoas no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, em sua partida de despedida. 

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