Pulsa? Treme? Pula? La Bombonera, a casa do Boca Juniors na decisão da CONMEBOL Libertadores

É no mítico estádio que o primeiro finalista da Copa será conhecido nesta terça-feira. Um palco histórico que vai receber outra vez um Superclássico. O River Plate leva a vantagem de 2 a 0 da ida, no Monumental. La Bombonera vai rugir de novo, e quem estará em Santiago no dia 23 de novembro?

Será que a Bombonera tem vida própria? E se em vez de um estádio, ela fosse um ser mitológico? Se não, como explicar o fato de que o chão se mexa nos jogos?

Existem 26 degraus que separam o vestiário do gramado, e mais de um jogador contou que, lá, o teto se mexe. Pulsa? Treme? Pula? 

Se muita gente disse isso, por que deixamos de lado que tudo isso aconteça? Será que o arquiteto esloveno Viktor Sulcic e o engenheiro José Luis Delpini teriam colocado um coração no estádio quando o construíram em 1938?

Ou teria sido um feitiço que tinham aqueles bombons que uma amiga deu de presente ao arquiteto e que inspiraram a forma do estádio? Ou teríamos que procurar as respostas no Mercado do Abasto, construído pelos mesmos?

Muitos a chamam de Templo. Também a chamaram de Mito. Riquelme disse que era como o quintal da casa dele. Turistas do mundo inteiro viajam para conhecê-la. 

A Bombonera ruge. Os jogadores não se escutam no campo. No terceiro setor da arquibancada, se escuta o que cantam os torcedores que estão em frente, mas não o que dizem os do setor inferior. 

Será que é porque construíram um gigante de concreto para 60 mil pessoas em um único quarteirão? Seria por isso que o Pavarotti a escolheu como sede para dar um concerto em Buenos Aires? Será porque ela foi pensada para que a torcida fosse o jogador número 12?

Ou será simplesmente... porque o Boca é um sentimento?

Bombonera front

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