Persistente, confiante e implacável! A noite em que Gustavo Scarpa congelou Porto Alegre

Um dos artilheiros da Libertadores, jogador precisou convencer Marcos Rocha a não cruzar a bola para arriscar o chute que deu o gol da vitória do Palmeiras

Ser artilheiro é ser persistente. A bola estava distante da meta do Grêmio, mas Gustavo Scarpa queria mandá-la direto para o gol. Antes, teve de convencer Marcos Rocha, que estava pronto para colocá-la na área adversária. "Ele falou que não, que estava longe para chutar", confessou após o jogo. Persuadir o companheiro a arriscar em fração de segundos, no calor da partida, foi o primeiro chute certeiro do goleador da CONMEBOL Libertadores na noite copeira do Palmeiras no Sul.

Ser artilheiro é ser confiante. O Verdão ainda não havia finalizado a gol em 30 minutos de bola rolando na Arena do Grêmio, mas se defendia com primor diante da pressão tricolor, empurrado para o ataque pelo ritmo das arquibancadas. Mas, para Scarpa, era a hora de mostrar algum tipo de reação. Um chute forte, com efeito, que surpreendeu Paulo Victor e congelou a voz gremista na fria Porto Alegre - fazia 10 graus na capital gremista na hora do jogo. 

Ser artilheiro é ser implacável. O petardo de Scarpa simbolizou, com a mesma precisão de seu chute, a atuação do melhor Palmeiras sob o comando de Felipão, que controla o jogo mesmo abrindo mão da posse de bola. Foram três finalizações certas na partida, sendo um gol e uma bola na trave com Dudu, para abrir vantagem nas quartas de final. 

A decisão da vaga na semi será no Pacaembu, daqui a uma semana. O Palmeiras depende de um empate em casa para avançar e terá de segurar mais uma vez o ímpeto ofensivo do Grêmio, que buscará uma vitória por dois gols de diferença. Uma chance a mais, pelo menos, para Scarpa tentar se isolar na artilharia da Libertadores e desequilibrar.

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