CONMEBOL Libertadores 1966: Peñarol supera River Plate e se torna primeiro tricampeão da história da Copa

Em uma virada espetacular, uruguaios vencem o jogo extra da final na prorrogação para chegar à Glória Eterna pela terceira vez

A edição de 1966 da CONMEBOL Libertadores consagrou o primeiro tricampeão da história da Copa: o Peñarol. O terceiro título dos uruguaios veio de forma sofrida, diante do River Plate, que terminou apenas na prorrogação do jogo de desempate, no Chile.

Com craques que já encantavam o futebol sul-americano, como Pablo Forlán, Pedro Rocha e Alberto Spencer, o Peñarol passou às semifinais como líder do Grupo 3, com 16 pontos em dez partidas, um ponto a menos do que o rival Nacional.

Em um grupo com Nacional e Universidad Católica, os aurinegros somaram seis pontos em quatro jogos e se classificaram à final para encarar o River, que se garantiu na decisão após superar o Independiente no duelo de desempate - ambos fizeram oito pontos na semi. 

Com o direito de abrir a série decisiva em casa, o Peñarol largou na frente ao bater os argentinos por 2 a 0, no Centenário, mas tomou o troco na volta, em Buenos Aires: 3 a 2 para o River, forçando o terceiro jogo.

O cenário escolhido pela CONMEBOL foi o Estadio Nacional, em Santiago, que recebeu um confronto épico. Com gols de Daniel Onega e Jorge Solari, o River abriu 2 a 0 antes do intervalo e tentou controlar o rival para conquistar a Libertadores pela primeira vez.

Um lance na etapa final, porém, pode ter acendido o pavio da reação uruguaia, quando Carrizo, goleiro do River, parou um ataque dominando a bola no peito, e não fazendo a defesa com as mãos, o que soou como provocação.

A partir dali, o Peñarol mudou de atitude e buscou o empate, com Alberto Spencer e Matosas (contra), forçando a prorrogação. Com moral alta, os uruguaios seguiram no ataque e marcaram mais duas vezes, com Spencer e Pedro Rocha, para carimbar o tri em uma virada espetacular. 

Peñarol Libertadores 1966

NÚMEROS DO CAMPEÃO

17 jogos
13 vitórias
0 empate
4 derrotas
34 gols pró
16 gols contra
Artilheiro: Pedro Rocha (10 gols)

FICHAS TÉCNICAS 

Peñarol 2-0 River Plate

Data: 14/5/1966
Local: Centenário, Montevidéu (Uruguai)
Libertadores: Final, ida
Árbitro: Robert Goecoechea (Argentina)

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Juan Lezcano, Nelson Díaz, Pablo Forlán, Néstor Gonçalves, Omar Caetano, Julio Abbadie, Julio César Cortés, Hector Silva, Pedro Rocha, Juan Joya. Técnico: Roque Máspoli.

River Plate: Amadeo Carrizo, Juan Carlos Guzmán, Abel Vieytez, Alberto Sainz, Daniel Bayo, Roberto Matosas, Luis Cubilla, Juan Sarnari, Miguel Ángel Loyaza (Ermindo Onega), Daniel Onega, Jorge Solari. Técnico: Renato Cesarini.

Gols: Julio Abbadie (74'), Juan Joya (84').

River Plate 3-2 Peñarol

Data: 18/5/1966
Local: Monumental de Nuñez, Buenos Aires (Argentina)
Libertadores: Final, volta
Árbitro: José María Codesal (Uruguai)

River Plate: Amadeo Carrizo, Juan Carlos Guzmán, Abel Vieytez, Alberto Sainz, Juan Carlos Sarnari, Roberto Matosas, Luis Cubilla, Jorge Solari, Daniel Onega (Juan Carlos Lallana), Ermindo Onega, Oscar Mas. Técnico: Renato Cesarini.

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Juan Lezcano, Pablo Forlán, Nelson Díaz, Néstor Gonçalves, Omar Caetano, Julio Abbadie, Pedro Rocha, Alberto Spencer, Julio César Cortés, Juan Joya. Técnico: Roque Máspoli.

Gols: Ermindo Onega (38' e 68'), Juan Carlos Sarnari (51'); Pedro Rocha (35'), Alberto Spencer (49').

Peñarol 4-2 River Plate

Data: 20/5/1966
Local: Nacional, Santiago (Chile)
Libertadores: Final, desempate
Árbitro: Claudio Vicuña (Chile)

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Juan Lezcano, Nelson Díaz (Tabaré González), Pablo Forlán, Néstor Gonçalves, Omar Caetano, Julio Abbadie, Pedro Rocha, Alberto Spencer, Julio César Cortés, Juan Joya. Técnico: Roque Máspoli.

River Plate: Amadeo Carrizo, Roberto Matosas, Abel Vieytez, Alberto Sainz (Juan Carlos Lallana), Juan Carlos Sarnari, Eduardo Grispo, Luis Cubilla, Jorge Solari, Daniel Onega, Ermindo Onega, Oscar Mas. Técnico: Renato Cesarini.

Gols: Alberto Spencer (65' e 111'), Roberto Matosas (71' contra), Pedro Rocha (119'); Daniel Onega (27'), Jorge Solari (42').

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