CONMEBOL Libertadores 2002: Olimpia supera "zebra" São Caetano nos pênaltis e leva tricampeonato

Azulão surpreendeu no torneio, mas não evitou a reação do tradicional time paraguaio na busca pela Glória Eterna

Vice-campeão brasileiro no ano anterior e sensação da CONMEBOL Libertadores 2002, o São Caetano ficou muito próximo de um inédito título continental, mas parou na tradição do Olimpia, que faturou o tricampeonato.

O caminho trilhado pelos paraguaios contou com outros brasileiros durante a campanha. O Flamengo foi rival na Fase de Grupos, mas acabou na última colocação. O Olimpia terminou como o melhor, superando ainda Once Caldas, da Colômbia, e Universidad Católica, do Chile.

Olimpia Libertadores 2002

Nas oitavas, um outro chileno pelo caminho, desta vez o Cobreloa. Um empate por 1 a 1 fora e uma vitória por 2 a 1 em casa deram ao time do técnico Nery Pumpido a classificação.

A partir das quartas começaram os encontros contra gigantes. Primeiro, o Boca Juniors. Novamente uma igualdade em 1 a 1 como visitante ajudou para a decisão no Defensores del Chaco. Em Assunção, triunfo simples e vaga assegurada.

A semifinal teve pela frente o Grêmio, e agora com uma diferença, já que a decisão da vaga seria fora de casa. Na ida, vitória por 3 a 2, e um revés no Olímpico por 1 a 0 levou a decisão para os pênaltis. Tavarelli pegou a cobrança de Rodrigo Fabri e garantiu a sequência dos paraguaios no torneio.

A final veio contra outro brasileiro. O São Caetano havia passado em primeiro do seu grupo e eliminado Universidad Católica, Peñarol e América do México nos mata-matas até chegar na decisão.

O primeiro jogo aconteceu no Paraguai, e a equipe de Jair Picerni surpreendeu ao acabar com a invencibilidade do Olimpia como mandante graças ao gol de Aílton.

O caminho para o título inédito ficou mais perto quando novamente Aílton abriu o placar no Pacaembu, no primeiro tempo. O problema é que na volta do intervalo a tradição e o peso da camisa entraram em campo.

Em apenas 12 minutos o Decano virou o marcador com Córdoba e o artilheiro Baéz, levando a decisão para os pênaltis. Pelo quarto ano seguido, a Libertadores conheceu o campeão nas penalidades.

Serginho e Marlon chutaram para o alto a chance da conquista, e o Olimpia sagrou-se tricampeão, mantendo a tradição de ser o único paraguaio a erguer o troféu da Copa.

NÚMEROS DO CAMPEÃO

14 jogos
8 vitórias
3 empates
3 derrotas
19 gols pró
12 gols contra
Artilheiro: Richart Báez (5 gols)

FICHAS TÉCNICAS

Olimpia 0-1 São Caetano

Data: 24/7/2002
Local: Defensores del Chaco, Assunção (Paraguai)
Final: Libertadores, ida
Árbitro: Horacio Elizondo (Argentina)

Olimpia: Ricardo Tavarelli, Néstor Isasi (Virginio Cáceres), Nelson Zelaya, Julio César Cáceres, Henrique da Silva, Sergio Orteman, Julio César Enciso, Juan Carlos Franco, Gastón Córdoba, Miguel Ángel Benítez, Richart Báez (Mauro Caballero). Técnico: Nery Pumpido.

São Caetano: Silvio Luiz, Russo, Daniel, Dininho, Rubens Cardoso, Marcos Senna, Adãozinho, Aílton (Marlon), Anaílson (Wagner), Robert (Serginho), Somália. Técnico: Jair Picerni.

Gol: Aílton (61’).

São Caetano 1 (2)-(4) 1 Olimpia

Data: 31/7/2002
Local: Pacaembu, São Paulo (Brasil)
Final: Libertadores, volta
Árbitro: Óscar Ruiz (Colômbia)

São Caetano: Sílvio Luiz, Russo, Daniel, Dininho, Rubens Cardoso, Marcos Senna, Adãozinho, Aílton (Wagner), Anaílson (Marlon), Robert (Serginho), Somália. Técnico: Jair Picerni
 
Olimpia: Ricardo Tavarelli, Néstor Isasi, Nelson Zelaya, Julio César Cáceres, Henrique da Silva, Julio César Enciso, Víctor Quintana, Sergio Ortemán, Gastón Córdoba (Mauro Caballero), Miguel Angel Benítez (Juan Carlos Franco), Richart Báez (Rodrigo López). Técnico: Nery Pumpido.
 
Gols: Aílton (31’); Gastón Córdoba (48’), Richart Baéz (57’).

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