O jovem artilheiro e o experiente paredão: Gabigol e Armani, forças e Flamengo e River na final da Libertadores

Goleador máximo da Copa com sete gols e artilheiro do Brasil em 2019, Gabriel marcou em todas fases da Libertadores e terá pela frente um bicampeão, ileso em seis das dez partidas que disputou na campanha

Gabriel Barbosa x Franco Armani. São dez anos de diferença entre o brasileiro, 23 anos, e o argentino, 33. A juventude aflorada de quem festejou cada um de seus sete gols na Copa exibindo o muque contra a experiência de um bicampeão da CONMEBOL Libertadores. Um goleiro de seleção, goleiro de Copa do Mundo. Um atacante que voltou a ser de seleção, um artilheiro que sonha com Copa do Mundo.

Detonador de recordes

O jovem atacante do Flamengo, artiheiro do Brasil em 2019 com 38 gols, marca recorde neste século entre os atletas que vestiram a camisa do clube, chega à final do próximo sábado como artilheiro isolado da Copa, feito que um jogador brasileiro não consegue desde Jô, campeão com o Atlético-MG em 2013, com os mesmos sete gols de Gabriel. Neymar, à época admirado pelo antes torcedor e hoje badalado goleador, foi o artilheiro do título do Santos de 2011, com oito.

Se a tabela já tem Gabigol no topo na Libertadores, o mesmo pode-se dizer do Brasileirão. Gabriel fez 22 gols pela competição nacional e superou Zico, maior ídolo do Flamengo, até então o maior goleador em uma edição do torneio. Para registro: Zico foi o artilheiro do título sul-americano de 1981, com 14 gols (aí complicou para o Gabigol!).

Paredão argentino

Aumentar sua artilheira é o que deseja Gabriel no dia 23 de novembro, contra o River Plate, no estádio Monumental de Lima, no Peru. Mas para isso terá de vencer o goleiro que mais vezes passou ileso na Libertadores. Armani esteve em campo em dez dos 11 jogos do clube na campanha: não foi vazado em seis deles.

Armani - River Plate

Armani acumula 22 defesas, muitas delas marcantes, como uma feita no Mineirão, no duelo de volta das oitavas de final. A partida terminou 0 a 0 graças a ele e, nas penalidades, novamente o argentino apareceu para colocar o atual campeão na fase seguinte.

Quem leva a melhor?

Gabigol é o único atleta da finalíssima que pode dizer, exibindo com força os dois muques: marcou gols em todas as fases da Libertadores. O primeiro da campanha, na altitude de Oruro, na Bolívia, foi dele. Gols da virada contra o Emelec, gol da classificação contra o Internacional e os gols que transformaram vitória em goleada na semi contra o Grêmio. Gols frutos de 34 finalizações, 18 delas certas.

Falta balançar a rede do River Plate. Armani, campeão em 2018 pelo clube e em 2016 pelo Atlético Nacional, não está disposto a deixar. Se o Flamengo quer voltar a erguer a Copa após 38 anos, a equipe argentino, e seu goleiro, querem a terceira taça nesta década.

Fechar