No duelo de gigantes, pênalti perdido decreta igualdade: faltam 90 minutos de River Plate e Cruzeiro na CONMEBOL Libertadores

Campeões abrem as oitavas de final no Monumental de Nuñez com empate em 0 a 0. Suárez, do River, perdeu um pênalti no último lance

Passou-se metade de um confronto de gigantes. Foram 90 minutos em que a igualdade se manteve entre o tetra e atual campeão River Plate contra o bicampeão Cruzeiro. O Argentina x Brasil que abriu as oitavas de final da CONMEBOL Libertadores não teve gols, mas não faltou emoção. Foi um 0 a 0 que, pelo apresentado e pela história entre os clubes, reserva mais 90 minutos do autêntico futebol sul-americano. De grandes lances, muito suor e adrenalina. Muita adrenalina. Ao ponto de o jogo ter sido decidido no último lance. Pênalti para o River, que poderia decretar a vitória e a grande vantagem, mas Suárez bateu para fora. 

Com o erro do atacante, enquanto os cruzeirenses explodiram aliviados, os argentinos olhavam incrédulos para a chance desperdiçada de abrir caminho para uma vida menos complicada em Belo Horizonte na semana que vem. Mas tem mais. 

A primeira parte da história mostrou o River com a falta de ritmo esperada por ser seu primeiro jogo oficial após o fim da temporada argentina. A precisão e intensidade característica do poderoso time de Marcelo Gallardo foram atrapalhadas por erros de passes e falta de tempo de bola. O trio Ignácio Fernández, Palacios e Enzo Pérez formou a articulação, mas ainda carece de profundidade. E por Fábio. Quando os argentinos conseguiram armas suas tramas, o goleiro cruzeirense intercedeu. Segurança. 

Ao Cruzeiro de Mano Menezes, a estratégia como maior trunfo. Sem abrir mão da organização atrás em nenhum momento, esperando para tentar sair na hora certa e, com sorte, pregar uma peça aos donos do Monumental. No primeiro tempo, não ofereceu perigo. Mas no segundo...

A Raposa saiu como uma raposa nos contra-ataques e chegou em pelo menos três ocasiões com perigo. Ficou mais perto do gol do que os argentinos, mas falhou na tomada de decisão no último terço do campo. Os defensores rivais terão dificuldade para dormir lembrando da agilidade de Pedro Rocha, mas ele poderia ter sido o verdadeiro pesadelo se concluísse melhor.

No fim, o 0 a 0 permitido por Suárez parece favorecer os brasileiros, mas a história não deixa. Só lembrar que em 2015, o Cruzeiro saiu do Monumental nas quartas de final com resultado ainda melhor: 1 a 0. Mas na volta, no Mineirão, sofreu um impiedoso 3 a 0. A esperança mineira é de que essa vez a história seja totalmente diferente e a ligeira vantagem de precisar de uma vitória em casa se transforme em festa. Faltam 90 minutos. 

A volta será na próxima terça-feira no Mineirão. 

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