Nem tango, nem samba: o equilíbrio deu o tom nos primeiros duelos Brasil x Argentina na CONMEBOL Libertadores

Cruzeiro empatou com o atual campeão River Plate em Buenos Aires, enquanto o Palmeiras reagiu diante do Godoy Cruz. Tem Furacão x Boca nesta quarta-feira!

Por Ricardo Taves

Palmeiras e Cruzeiro foram à Argentina em busca do primeiro passo por uma vaga nas quartas de final da CONMEBOL Libertadores. Se por um lado a saga palmeirense começou muito antes do apito inicial, com direito a um voo turbulento e a logística prejudicada, o Cruzeiro, que após eliminar o arquirrival na Copa do Brasil navegou em águas mansas, tinha pela frente o atual campeão River Plate em um Monumental de Nuñez lotado pela torcida millonária. 

Com grande campanha na fase de grupos, o time comandado por Mano Menezes demonstrou o futebol que o credenciou ao posto de segunda melhor equipe da competição. Se a postura escolhida foi a defensiva, é bom que se diga que a execução foi excelente. Dedé sobrou na marcação e ganhou todos os duelos, pelo chão ou pelo alto. Fabio, que atuou pela 82ª vez na Libertadores e se igualou a Danilo como o segundo jogador brasileiro com mais jogos na Copa, foi, mais uma vez, monstruoso. Como todo grande goleiro também conta com a sorte, ela sorriu para o arqueiro cruzeirense no último lance da partida. Após pênalti confirmado pelo VAR, Suárez bateu forte e alto demais, mandando pelo ar a melhor chance argentina no jogo.

No aspecto ofensivo, o “Cabuloso” deixa esperanças ao torcedor principalmente com o enjoado Pedro Rocha, que entre dribles e correria deu canseira aos zagueiros do River. As equipes jogam tudo na próxima terça-feira (30), no Mineirão. Quem vencer, avança. Empate sem gols leva a decisão para os pênaltis. Empate com gols dá a classificação aos argentinos.

E por falar em empate com gols, o torcedor palmeirense acumulou sustos. Se o que envolveu o voo alviverde já foi citado neste texto, os dois gols de Santiago Garcia nos primeiros 30 minutos pareciam atrapalhar a rota do Verdão na Copa. Seria preciso ousadia para sair de Mendoza com algo melhor que os famosos vinhos da cidade. 

Se o papo é ousadia, o personagem do próximo especial da Libertadores é o cara certo para resolver. Felipe Melo, talvez o cara palmeirense no jogo de hoje, diminuiu o prejuízo em grande conclusão de cabeça. O talvez fica por conta do autor do segundo gol, aquele que recolocou o Palmeiras na rota correta. O piloto? Miguel Borja. O colombiano deu um lindo giro para finalizar com perfeição na saída do goleiro adversário. Gol do empate, gol do alívio (especialmente do camisa 9) e 10 gols na conta para o atacante na história da Copa, o que lhe dá o status de terceiro maior artilheiro palmeirense na competição atrás de Alex (12) e Tupãzinho (11).

Tudo igual. A trilogia Brasil x Argentina da primeira semana das oitavas de final terá conclusão nesta quarta-feira (24) na Arena da Baixada, com Athletico e Boca Juniors tentando, enfim, tocar um samba. Ou tango.

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