Não é conto de fadas! É a realidade continental chamada Athletico Paranaense

Equipe de Tiago Nunes mostrou, mais uma vez, personalidade diante do River de Marcelo Gallardo, um colecionador de taças. Até onde vai o Furacão?

Por Ricardo Taves

Bruno Guimarães com a bola, cabeça erguida. Passe em profundidade para Renan Lodi, que rapidamente serve Rony; o camisa 7 costura a defesa “millonária” e entrega para Marco Ruben abrir o placar na Arena da Baixada. Os brasileiros venceram a primeira.

O gol inaugural da CONMEBOL Recopa é o retrato do campeão da CONMEBOL Sul-Americana. Uma equipe construída na base do talento, da posse de bola, de uma incrível consciência do que é jogar futebol. Que atrai os adversários para uma frenética energia em seu estádio, onde apresenta o protagonismo dos que jogam com o coração, cantando e empurrando o time desde a arquibancada. É corpo, alma e muita disciplina.

O Athletico faz jus ao seu “H”. Tem identidade própria, impõe seu estilo e não se intimida com o que vem do outro lado. Contra um qualificado River Plate, vencedor de duas CONMEBOL Libertadores nos últimos quatro anos, os comandados do consistente Tiago Nunes deram o tom. Ao River restou esperar, defender, evitar um dano maior e, quando possível, atacar.

AFP Paranaense

E quando atacou foi nos termos do Furacão. Sem dar espaços, o Athletico soube sofrer e não se expôs a nenhuma ameaça real. Marcelo Gallardo mexeu, adiantou a equipe, mas não foi suficiente.

Nessa série decisiva, o 1 a 0 athleticano nos primeiros 90 minutos passam longe de ser o que chamamos de vantagem mínima. O triunfo rubro-negro é acima de tudo mais uma declaração de pertencimento ao grupo dos grandes clubes continentais, lugar conquistado com um título épico e vitórias convincentes. No gramado do Joaquim Américo Guimarães já caíram em 2019 Boca Juniors e River Plate.

Agora é hora do Athletico Paranaense permanecer em pé no Monumental de Nuñez.

E já sabemos que isso acontecerá. Independentemente do resultado.

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