Mister América! Jorge Jesus se torna segundo europeu a conquistar o título da CONMEBOL Libertadores

Português estreou nas oitavas de final com derrota e levou o Flamengo ao título da Copa depois de 38 anos

"Defina a Libertadores em uma palavra", pediu a reportagem da Copalibertadores.com quando entrevistou Jorge Jesus, em agosto. "Vencê-la. Foi o meu chip quando apareceu essa oportunidade. Sim, Flamengo. Por quê? Libertadores. Foi esse desafio."

Vivencer a Copa fez o técnico português entender por que ela é a obsessão dos torcedores sul-americanos, algo que ele ainda não tinha absorvido totalmente até estrear no torneio, nas oitavas de final. O Flamengo perdeu o jogo de ida contra o Emelec por 2 a 0, e o risco de eliminação gerou impacto imediato no que Jesus antes havia definido como prioridade em seu primeiro trabalho no Brasil.

Quando o Fla fez 2 a 0 nos equatorianos no Maracanã, na partida de volta, e se classificou às quartas de final, Jesus incorporou o espírito de Libertadores, e assim conduziu o time brasileiro à Glória Eterna, ao bater o River Plate na final única por 2 a 1, em Lima.

No Monumental, o Flamengo perdia por 1 a 0, e o relógio já dava os últimos giros, mas o técnico não se acovardou. Colocou Vitinho em campo e tirou Willian Arão. Diego, camisa 10 e meia criativo, virou volante. As últimas gotas de intensidade sufocaram o River. Dois ataques, dois gols de Gabriel Barbosa. Virada e título. Nas mão de Jesus, o Flamengo reconquistou a América após 38 anos.

Jorge Jesus, de 65 anos, se tornou o segundo técnico europeu (e o segundo não nascido na América) a sagrar-se campeão da Libertadores, igualando-se ao croata Mirko Jozić, que levantou a taça com o Colo-Colo, em 1991.

Jorge Jesus

Antes mesmo de deixar Lima com a Libertadores na bagagem, Jesus já havia conquistado o Flamengo. É o Mister, como os jogadores o chamam, e como a torcida já o adotou com cânticos nas arquibancadas.

Um técnico que atravessou o oceano para implantar no Brasil um futebol agressivo e intenso, que surpreende até os adversários mais fortes, como o River Plate, até então o campeão da Libertadores, nocauteado pelo Flamengo quando demonstrou cansaço nos minutos finais. E que está próximo de outro troféu, o Brasileirão.

Em menos de seis meses no clube, Jorge Jesus já virou o Mister América.

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