CONMEBOL Libertadores 1965: Com goleada, Independiente derruba Peñarol e conquista bicampeonato

Rey de Copas aproveita "atalho" pelo título do ano anterior e se torna o terceiro time a levantar o troféu continental duas vezes

O Independiente pavimentou o caminho que o tornaria o maior vencedor da história da CONMEBOL Libertadores, com sete troféu, ao conquistar o bicampeonato da Copa na edição de 1965. Em três jogos, superou o Peñarol nas finais, com direito a goleada por 4 a 1 na partida de desempate, no Chile.

Nove clubes participaram da Primeira Fase, divididos em três grupos - o Santos, que já era bicampeão continental, representou o Brasil. Por ter sido o campeão do torneio no ano anterior, o Independiente entrou apenas nas semifinais, conforme previa o regulamento.

Em três confrontos com o Boca Juniors, o Rey de Copas venceu o primeiro por 2 a 0, perdeu o segundo por 1 a 0 e se garantiu na final após empatar sem gols no jogo extra. O adversário na decisão seria o Peñarol, potência do futebol sul-americano naquela década.

Independiente Campeón 1965

A final também durou três jogos. Em Avellaneda, o Independiente venceu os uruguaios por 1 a 0, com gol de Raúl Bernao. Na volta, em Montevidéu, porém, deu Peñarol: 3 a 1, forçando a partida de desempate em campo neutro.

No dia 15 de abril de 1965, o Estádio Nacional de Santiago, no Chile, consagrou os argentinos como bicampeões da Libertadores, sendo palco de uma goleada por 4 a 1.

A conquista da Copa fechou de forma vitoriosa a passagem de Manuel Giúdice como técnico do Independiente - ele também comandou a equipe no título de 1964.

NÚMEROS DO CAMPEÃO

6 jogos
3 vitórias
1 empate
2 derrotas
8 gols pró
5 gols contra
Artilheiros: Osvaldo Mura e Raúl Bernao (2 gols)

FICHAS TÉCNICAS 

Independiente 1-0 Peñarol

Data: 9/4/1965
Local: Estádio de Independiente, Avellaneda (Argentina)
Libertadores: Final, ida
Árbitro: Arturo Yamasaki (Peru)

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Rubén Navarro, Raúl Decaría, Roberto Ferreiro, David Acevedo, Juan Carlos Guzmán, Raúl Bernao, Osvaldo Mura, Luis Suárez (45' Vicente de la Mata), Roque Avallay, Raúl Savoy. Técnico: Manuel Giúdice.

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Carlos Pérez, Luis Varela, Pablo Forlán, Néstor Goncálves, Omar Caetano, Ernesto Ledesma, Pedro Virgilio Rocha, Héctor Silva, José Sasia, Juan Joya. Técnico: Roque Máspoli.

Gol: Raúl Bernao (83').

Peñarol 3-1 Independiente

Data: 12/4/1965
Local: Centenário, Montevidéu (Uruguai)
Libertadores: Final, volta
Árbitro: Arturo Yamasaki (Peru)

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Carlos Pérez, Luis Varela, Pablo Forlán (45' Néstor Soria), Néstor Goncálves, Omar Caetano, Ernesto Ledesma, Pedro Virgilio Rocha, Héctor Silva, Miguel Heznik, Juan Joya. Técnico: Roque Máspoli.

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Rubén Navarro, José Paflik, Roberto Ferreiro, David Acevedo, Juan Carlos Guzmán, Raúl Bernao, Osvaldo Mura, Luis Suárez, Roque Avallay (45' Vicente de la Mata), Raúl Savoy. Técnico: Manuel Giúdice.

Gols: Néstor Goncálves (14'), Miguel Reznik (43'), Pedro Virgilio Rocha (46'); Vicente de la Mata (89').

Independiente 4-1 Peñarol

Data: 15/4/1965
Local: Nacional de Chile, Santiago (Chile)
Libertadores: Final, desempate
Árbitro: Arturo Yamasaki (Peru)

Independiente: Miguel Ángel Santoro, Rubén Navarro, Raúl Decaría, Roberto Ferreiro, David Acevedo, Juan Carlos Guzmán, Raúl Bernao, Osvaldo Mura, Vicente de la Mata (35' Miguel Muri), Roque Avallay, Raúl Savoy. Técnico: Manuel Giúdice.

Peñarol: Ladislao Mazurkiewicz, Carlos Pérez, Luis Varela, Pablo Forlán, Néstor Goncálves, Omar Caetano, Ernesto Ledesma, Pedro Virgilio Rocha, Miguel Heznik (44' José Sasia), Héctor Silva, Juan Joya. Técnico: Roque Máspoli.

Gols: Carlos Pérez (9' contra), Raúl Bernao (27'), Roque Avellay (33'), Osvaldo Mura (81'); Juan Joya (44').

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