Imortal, copeiro e agora centenário: o Grêmio e sua vitoriosa história na CONMEBOL Libertadores

Com triunfo sobre o Libertad no Defensores del Chaco, Tricolor Gaúcho alcançou a 100ª vitória na Copa

Por Ricardo Taves

Quem nunca entrou em um aplicativo ou simplesmente sonhou em dar um “match”, encontrar aquela outra metade, a tampa da panela ou o par ideal. Para Renato Portaluppi isso nunca foi problema, certo? Muita calma nessa hora. Não estamos falando de sorte no amor, até porque segundo o ditado ela implica em azar no jogo. Mas e se o par virar um trio? Você pode pensar que vai dar errado, ter confusão, “essas coisas não dão certo”. Errado! A união Renato, Grêmio e Copa Libertadores é inquebrável.

Com os pés, ele foi protagonista do primeiro título. De sua cabeça, conhecimento, trabalho irrepreensível com o grupo, o Imortal reencontrou a conquista com o tri de 2017. E mais uma vez, agora eliminando o Libertad de forma implacável, seu protagonismo é gritante e com o que ele melhor sabe fazer: recuperar jogadores, transmitir confiança e derrubar os adversários.

Tem time que você diz: na fase de grupos é uma coisa, em mata-mata é outra. O Grêmio é o maior exemplo brasileiro nesse sentido. Se a classificação veio com um segundo lugar, com direito a derrota em casa para o time paraguaio, nas oitavas a equipe gaúcha foi cruel. 5-0 no placar agregado, disparada a maior diferença desta fase, anulando qualquer chance de reação do adversário.

De quebra, uma marca histórica: o primeiro time brasileiro a alcançar a centésima vitória na história da Copa. Para seguir peleando pelo tetra, mais uma marca que apenas o Grêmio pode alcançar em 2019.

Agora, o Palmeiras. Em 1995, também pelas quartas, vitória de 5-0 no Olímpico e derrota por 5-1 no Palestra Itália em um confronto histórico. Os passos seguintes foram para o título.

Olho aberto: não está morto quem peleia. Ainda mais quando na batalha está o Imortal.

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