Grêmio, Alisson e a sina de tomar decisões certas

Em 2017, atacante trocou a comodidade no Cruzeiro campeão para tentar a sorte no Imortal campeão da América. Agora, luta pela Glória Eterna

Em junho de 2017, o Cruzeiro comemorou em suas redes sociais a renovação de contrato de Alisson. Formado nas categorias de base do clube, o atacante tinha identificação com a torcida e era um dos símbolos de um período vitorioso para o gigante celeste. A alteração contratual parecia um sinal de que o casamento ainda duraria por muito tempo. Mas, ainda naquele ano, jogador e clube mudariam os planos, tomando uma atitude que alterou também a rota de outro gigante: o Grêmio. 

Passados seis meses da renovação e logo após conquistar mais um titulo pelo Cruzeiro, a Copa do Brasil, Alisson aceitou a transferência para Porto Alegre. Deixava uma situação aparentemente cômoda para o desafio de brilhar em um clube que acabara de conquistar a América. Não era fácil. Mas não seria necessário muito tempo para que os gremistas descobrissem que o atacante é talhado em decisões e se notabilizaria por elas. 

Alisson - Grêmio

A última levou o Imortal à terceira semifinal consecutiva de CONMEBOL Libertadores. Alisson foi o autor do gol da vitória por 2-1 sobre o Palmeiras no jogo de volta das quartas de final, no Pacaembu. Frieza para concluir um lance que novamente refletiu uma verdade: o mineirinho de 26 anos é danado para estar no lugar certo na hora certa. 

No lugar certo, Alisson fez nos acréscimos o gol que levou a decisão das oitavas de final da Libertadores do ano passado, contra o Estudiantes (ARG), para os pênaltis. O Grêmio avançou. Entre finalizações e passes para companheiros, possui o total de três gols e quatro assistências em nove jogos de mata-mata da Copa pelo Grêmio. Impressionante. Foi decisivo, também, na Copa do Brasil, ao fazer o gol da classificação às semifinais deste ano. 

Com esse currículo, Alisson conquistou seu espaço no coração azul dos gaúchos como quem come quieto em meio às estrelas do clube, de mais nome. Hoje, é uma das armas para tentar uma nova final de Copa e o título que ele almejava quando tomou aquela decisão no fim de 2017. Alguém tem dúvida de que foi a correta?

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