Everton e Bruno Henrique: as flechas de Grêmio e Flamengo para cravar a final única

Atacantes foram os principais condutores dos brasileiros às semifinais. Objetivos, habilidosos e letais, podem decidir vaga em Santiago

O jogo pode estar morno, calmo demais, mas se a bola chega aos pés de Everton Cebolinha ou Bruno Henrique, o torcedor de Grêmio e Flamengo levanta da poltrona. Olhos atentos. É proibido piscar. Não seguir é assumir o risco de perder um gol ou lance de perigo. Dos semifinalistas brasileiros, talvez não haja representação maior da letalidade do que a dupla. São as flechas que machucaram adversários e guiaram os clubes na CONMEBOL Libertadores. 

A eficiência dos atacantes é demonstrada nos números. Neles, seguem semelhantes. Ambos marcaram quatro gols na Copa. Bruno leva vantagem nas assistências: serviu cinco vezes, sendo o jogador com mais participação direta em gols da competição. Cebolinha tem duas, mas lidera dois outros quesitos importantes para um atacante letal: dribles e finalizações. São 53 dribles, contra 27 do segundo colocado, Nacho Fernández, do River Plate. Nos chutes a disputa também é acirrada. O gremista tentou 27 arremates, enquanto Bruno Henrique e Gabigol, seu parceiro de ataque, dispararam 26 cada. É força!

Everton x BH

Dentro de campo, uma observação rápida é suficiente para perceber a fúria dos ponteiros. O flamenguista deixou sua marca, enquanto o gremista assistiu Pepê para o empate em 1-1. Tudo igual. Mas os detalhes também explicam por que são tão importantes para suas equipes. No jogo de ida das semifinais, na Arena em Porto Alegre, Everton e Bruno voltaram a ser decisivos porque não param nunca. 

Bola na área do Grêmio, goleiro Paulo Victor com a bola. Bruno Henrique cerca, faminto pelo erro do adversário. O zagueiro David Braz abre para receber e Bruno segue de perto, só na espreita. Victor faz o movimento de que fará o lançamento longo, o que desperta mais a fúria do flamenguista. Entretanto, no segundo decisivo, o goleiro muda a jogada e passa a David. Bruno lamenta por não ter feito a leitura correta. Poderia ter sido o gol. Ele veio minutos depois, com o camisa 27 novamente na área. Sempre atento. Pode não ser na primeira, mas na segunda...

Everton tem a mesma objetividade. Possui um talento notório, mas não faz uso de firula. Sua diagonal é praticamente imparável. Antes do jogo, o lateral-esquerdo Filipe Luis o comparou a Hazard e disse que era impossível pará-lo com apenas um jogador. Everton teve poucas chances, mas uma foi crucial. Parou na defesa inacreditável do goleiro Diego Alves. Pouco tempo depois, arrancou pelo lado direito e bateu cruzado para servir Pepê. Sempre pra frente. 

A dupla que já foi chamada por Tite para a Seleção Brasileira e ocupam a mesma faixa do campo tem encontro marcado no dia 23 de outubro no Maracanã, de onde só um deles sairá com o sonho vivo de estar em Santiago, na final da Copa. Mas, torcedor, cuidado: fique atento a cada toque de um deles na bola. Você pode perder o lance da sua vida.

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