Diego recebe quadro com lance que decidiu a Libertadores para o Flamengo e se emociona: 'Isso aqui é incrível'

Camisa 10 fraturou o tornozelo na Copa 2019, mas se recuperou e acabou sendo protagonista na final contra o River Plate. Agora, a imagem ficará para sempre na sua parede

A CONMEBOL Libertadores 2019 poderia ter ficado cravada no coração de Diego Ribas como a da história mais triste de sua carreira no futebol. Na partida de ida das oitavas de final contra o Emelec-EQU, no dia 24 de julho, ele fraturou o tornozelo esquerdo. O diagnóstico iniclal previa até cinco meses afastado dos gramados. Era o fim da linha para o sonho de atingir a Glória Eterna. 

Mas no futebol a história é escrita dia após dia e só com o apito final do último confronto é que se pode ter a definitiva imagem. Aquela que vira quadro e fica para sempre nas paredes mitológicas do futebol. Diego, admirador de arte, agora tem o quadro eterno para chamar de seu, com a conquista da Libertadores do ano passado. Com o protagonismo de ter sido decisivo na final contra o River Plate-ARG, em Lima. 

Diego fez o lançamento que culminou no segundo gol de Gabigol, o da virada sobre o River, e do bicampeonato do Flamengo. A imagem foi captada no detalhe pelas lentes da Libertadores e emocionou todos os rubro-negros. A Diego, então, nem se fala. O meio-campista tinha a intenção de fazer um quadro com o momento exato da jogada. Para guardar eternamente. A peça acabou virando um presente, entregue pela Copa em uma entrevista especial no Ninho do Urubu no início deste ano. Diego se emocionou.

Diego especial LIbertadores

"Isso aqui é incrível! Aqui é o processo da concretização de um sonho, o coação bate mais forte sempre que vejo essa imagem aqui. Um momento crucial, todos os detalhes, os torcedores do River lá atrás, os policiais que não se aguentaram", comentou o camisa 10, ao receber em mãos o quadro com a imagem do lançamento para Gabigol.

"Depois de ter quebrado a perna, rompido os ligamentos todos, estar aqui dentro de campo, participando diretamente desta conquista, é um grande sonho que fez tudo valer a pena", completou.

Para se ter ideia da trajetória fantástica de Diego, ele havia feito apenas um jogo na Copa após retornar de lesão. Entrou nos minutos finais da semifinal contra o Grêmio, exatamente um mês antes da decisão. Em Lima, no Estádio Monumental, Diego entrou aos 20 minutos do segundo tempo no lugar de Gerson, quando o River vencia por 1-0 e se mostrava seguro na defesa do título. O flamenguista talvez não soubesse, mas aquele minuto mudaria de vez a história da final. Experiente do alto de seus 34 anos, o camisa 10 entrou como um capitão e passou a orientar e incentivar seus companheiros. O auge da consagração se deu no minuto 91, no lance decisivo.

"Ali foi conduzir a bola, levantar a cabeça e decidir o que eu iria fazer, por isso deu tão certo", detalhou Diego, sobre o lance em que Gabigol ergue o braço entre os zagueiros do River pedindo a bola. 

Depois do gol, uma imagem também marcante é de Diego acalmando os companheiros, delirantes pela proximidade do título. Não era para menos. Após 38 anos, o Flamengo voltava a ser campeão da Libertadores. Aquela Copa que poderia ter sido de tristeza para Diego, mas acabará para sempre na sua parede como um momento de glória. A Glória Eterna.

"Está aqui um dos momentos mais importantes da minha vida, como pessoa, como profissional. Amei! Muito obrigado a vocês pelo carinho. Vai para uma parede importante lá de casa este aqui, com certeza!", decretou o meia.

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