Diego Alves x Paulo Victor: duelo de salvadores em busca de reconhecimento na semifinal

Goleiros tiveram momentos de heróis na competição sul-americana e jogarão por vaga na final de Santiago. Triunfo os aproximaria da Glória Eterna

Marcos, Rogério Ceni, Clemer, Cássio, Victor, Marcelo Grohe... Apenas uma olhada na história recente é suficiente para notar como a CONMEBOL Libertadores é capaz de eternizar goleiros em seus clubes. Grandes atuações que se transformaram em conquistas memoráveis e colocaram os arqueiros no panteão dos ídolos mais adorados pelos torcedores. Na edição deste ano, os dois representantes brasileiros sonham com o mesmo destino e colocarão suas campanhas consistentes à prova em busca da Glória Eterna. 

No Flamengo, Diego Alves luta pelo primeiro título de expressão após chegar ao clube em 2017 com fama internacional, principalmente por sua habilidade em defender pênaltis. Consolidou-se como titular e, justamente com a característica mais marcante, viveu momentos de herói nesta Libertadores. Nas oitavas de final, Diego defendeu um pênalti na disputa com o Emelec e garantiu o Rubro-Negro nas quartas para a alegria de um Maracanã lotado. Na primeira fase, ele já tinha defendido um pênalti contra a LDU, também no Maracanã. O jogo ainda estava 1-0 para o Mengão, que acabou vencendo por 3-1. 

Do outro lado, Paulo Victor defende a meta do Grêmio. Por ironia do destino, um goleiro criado e formado no Flamengo. E que tem mostrado força na competição. Os números dizem isso. O goleiro disputou todas as dez partidas e sofreu apenas seis gols. Possue os mesmos números de Andrada, arqueiro do Boca Juniors. Entre os semifinalistas, fica atrás de Franco Armani, com quatro gols sofridos em oito jogos. Diego Alves disputou nove jogos e sofreu oito gols. 

Aos 32 anos, Paulo Victor já tem a Libertadores de 2017 pelo Grêmio em seu currículo, mas na ocasião era reserva de Marcelo Grohe. Viu de perto o companheiro ficar eternizado na memória do torcedor gremista por defesas milagrosas e agora espera ter sua vez. Ele teve atuações seguras contra o Libertad nas oitavas de final. Será que ele conseguirá repetir o feito de Grohe, Danrlei (1995) e Mazarópi (1983)?

Já Diego Alves precisa olhar mais para o passado até encontrar seu exemplo no Flamengo. No único título do clube na Libertadores, em 1981, o goleiro era o lendário Raul Plassmann. São 38 anos de espera do torcedor flamenguista. Para se ter uma ideia, o goleiro nasceu quatro anos depois da conquista. 

As semifinais dos dias 2 de outubro, na Arena do Grêmio, e dia 23, no Maracanã, apontarão quem seguirá sonhando com a Glória Eterna. 

Diego Alves x Paulo Victor

 

Fechar