De mate na mão, Matías Viña projeta futuro no Brasil: 'Eu vim ao Palmeiras pelo meu crescimento'

Jovem de 22 anos foi contratado do Nacional para fortalecer o Verdão na Libertadores, sonho do atleta que já se diz ambientado à Academia de Futebol

Com o mate sempre na mão, Matías Viña não abondana as raízes uruguaias. Mas o jovem de 22 anos, contratado pelo Palmeiras para a disputa da CONMEBOL Libertadores 2020, tem claro na cabeça o que lhe trouxe ao Brasil, país que na visão do lateral está "um degrau acima" quando o assunto é futebol na América do Sul.

Destaque do Nacional, um tricampeão da Copa, Viña mudou a São Paulo, onde está o Alviverde, campeão de 1999, com a meta de chegar à conquista continental e melhorar seu futebol. "Eu vim ao Palmeiras pelo meu crescimento, sabia que iria me ajudar muito na carreira este passo. Queria seguir no futebol sul-americano, que eu conheço", afirmou o cobiçado uruguaio, em entrevista exclusiva ao CopaLibertadores.com durante um ensaio de fotos especial na Academia de Futebol.

O lateral-esquerdo falou sobre a adaptação ao clube, torcida, cidade e também do trabalho com Vanderlei Luxemburgo, técnico do Palmeiras que autou na mesma posição do jogador. Viña não larga seu mate, bebida típica do Uruguai, e está sempre ao lado do paraguaio Gustavo Gómez, que facilitou a sua ambientação por conta do idioma.

Qual é o peso de representar o Palmeiras na Libertadores?
Obviamente, é algo muito lindo. A Copa Libertadores é o campeonato mais importante da América do Sul, desfruta-se muito, ainda mais em uma equipe tão grande como o Palmeiras, que busca a Copa Libertadores. Tive a chance de jogar também pelo Nacional, que também a busca, mas creio que o futebol uruguaio está um degrau abaixo do futebol brasileiro. Estando aqui, obviamente há muito mais chances de ganhar a Copa Libertadores, que é um sonho para todos.

Como foi atuar no Allianz Parque?
É algo muito lindo, na primeira vez que o conheci, foi uma loucura. É lindo jogar lá, ainda mais sendo uma Copa Libertadores, um torneio tão lindo. Jogar a Copa se desfruta mais do que os torneios locais, é tratar de aproveitar isso e seguir. Jogo a jogo, esperamos conseguir esse título.

Como vê o nível hoje da competição?
A verdade é que o nosso grupo está muito forte. Há muita intensidade nas partidas, isso ajuda muito a competição. Jogamos contra equipes que não são brasileiras, que têm outras características. Eu sou de fora, não sou do Brasil, então o futebol uruguaio pode deixar isso claro, é muito mais aguerrido do que o futebol brasileiro. Mudam as características dos jogadores, das equipes. É preciso estar preparado para isso, pois é a competição que todos querem ganhar.

Como tem sido o trabalho com o Vanderlei Luxemburgo?
Muito bem, muito bem. Eu vim ao Palmeiras pelo meu crescimento, sabia que iria me ajudar muito na carreira este passo. Queria seguir no futebol sul-americano, que eu conheço. É claro que é outro ritmo, outros tipos de jogadores a enfrentar. Vai me ajudar bastante, no Brasil estão os melhores laterais. Isso vai me ajudar muito. O Vanderlei (Luxemburgo) jogou na minha posição, ele me ajuda muito, falando comigo e me dando conselhos. Tenho de escutá-lo e tentar fazer as coisas da melhor forma possível.

Palmeiras - Viña e Gómez

E a recepção no Palmeiras?
Antes de chegar, já me passaram muito carinho pelas redes sociais. Quando cheguei, foi da melhor maneira, não só a torcida, como todos os companheiros, as pessoas que trabalham na Academia. Chegar é claro que é um pouco complicado, um grupo já montado. Mas fui recebido da melhor maneira, e isso me ajuda muito no dia a dia, é importante.

Como está sua adaptação a São Paulo?
Muito tranquilo, sempre com o mate. Não se deixa isso, é um costume do Uruguai. A respeito da alimentação, estou me adaptando, muda um pouco. Aqui se janta mais cedo, às 19h. É coisa que eu não estava acostumado. No Uruguai, jantamos 21h, 21h30. Necessita uma adaptação. Vamos ajustando. Com os meus companheiros, falo com quase todos. Obviamente que com Gustavo (Gómez) tenho um pouco mais de relação, com Angulo. Eles falam espanhol. Todos me tratam muito bem. Trato de não me fechar, claro que com Gustavo eu falo espanhol, mas trato de me entender com todos, me ajudam com o idioma. Estou preparado para tudo, é um grupo muito lindo na verdade, e isso também me ajuda na competição. São unidos, indo para o mesmo lado.”

Fechar