D'Alessandro, ídolo do Internacional e argentino com mais jogos na história da CONMEBOL Libertadores

Aos 39 anos, o camisa 10 colorado está com seu nome cravado nos livros históricos da Copa: campeão de 2010 e recordista de partidas no torneio em seu país

Andrés Nicolás D'Alessandro nasceu em 15 de abril de 1981, em Buenos Aires. Realizou o seu sonho de jogar futebol em alto nível. Craque, considerado por muitos após 39 anos de seu nascimento como o último camisa 10 que desfila pelos gramados da América do Sul. Leia-se camisa 10 como o clássico canhoto talentoso, capaz de colocar qualquer atacante na cara do gol, cobrar faltas perfeitas e arrancar aplausos dos amantes do esporte mais popular do mundo. O "enganche", como dizem os argentinos.

É de D'Ale uma marca histórica e gigante na CONMEBOL Libertadores: 87 jogos que fazem do atleta o jogador da Argentina que mais vezes atuou pela maior Copa do continente. Cravou seu nome para ficar eternamente nos livros do torneio justamente dez anos após conquistá-la como protagonista, com a camisa do Sport Club Internacional. A Glória Eterna, em 2010.

"O futebol me deu muito mais do que eu imaginava. Futebol me proporcionou coisas que eu não pensava. Quando era criança pensava em ser jogador profissional, assistia os jogadores na TV e falava: quero estar ali", afirmou o jogador em entrevista exclusiva recente aos canais da Libertadores. D'Ale esteve "ali", e como esteve!

D'Alessandro - Libertadores

Andrés D'Alessandro é argentino, mas fala português fluente. Ou melhor, fala o gauchês. Adotou Porto Alegre como sua casa, onde vive com esposa e os três filhos colorados. Não viveu em campo a dor de um rebaixamento pelo Inter, mas esteve nele para ajudar na reconstrução de um dos maiores clubes do Brasil. É um torcedor dentro das quatro linhas.

O camisa 10 do Internacional consegue irritar e, ao mesmo tempo, ser admirado por rivais. Quem não torce para o Inter talvez sinta aquele receio em admitir, mas, sim, no fundo, gostaria de ter visto D'Ale defender as suas cores. No Brasil, atingiu idolatria muito maior do que teve em seu país, onde começou e brilhou pelo River Plate e defendeu o San Lorenzo, clubes que também tiveram o craque em jogos de Libertadores.

O seu primeiro gol pela Copa foi marcado com o River em 2003. O último, em 2016, também atuando pelos argentinos. São 13 gols que ele soma na competição. D'Ale é movido a conquistas e não sabe quando irá parar de jogar para, possivelmente, mirar uma carreira como treinador. Por enquanto, os fãs podem seguir aplaudindo o seu ídolo.

"Futebol mudou, né? O que se chama de futebol moderno hoje, muitas equipes jogam sem meia, sem enganche, acredito que nunca deixe de existir, nunca deixe de existir, mas obviamente, aqueles antigos 10 já tem poucos. Tem poucos em atividade, tem poucos jogando. Mas acredito que todas as equipes precisem de um, nem que seja para jogar 10, 15, 20, 50 minutos. Porque, não falando de mim, mas se lembrando de muitos aí, são diferentes, são diferentes, muito diferentes". Palavras do "último 10" da Copa.

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