Como Gerson, o Coringa, conquistou Jorge Jesus e o meio de campo do Flamengo

Meio-campista tem passado rubro-negro e presente de idolatria dos torcedores em pouco tempo de clube. Uma das armas contra o Grêmio nas semifinais da Libertadores

Conta-se que, quando criança, antes de completar dez anos, Gerson foi aprovado para jogar em uma das bases de futsal do Flamengo. Não pôde ficar, porém, porque a parte do clube que cuidava do esporte teria se recusado a arcar com as despesas de transportes para o então talentoso garoto ir treinar. 

Gerson sempre foi torcedor do Flamengo. Teria então o clube responsabilidade pelo meio-campista ter ido parar na base do Fluminense, que o revelou? Hoje, para o flamenguista, pouco importa. Em 2019, o Rubro-Negro pagou uma bagatela para contratar o meia que estava na Roma-ITA. O retorno para o investimento não poderia ser melhor e tão imediato. 

Em pouco tempo, o jogador de 22 tornou-se referência e um dos grandes símbolos da equipe que tem encantado o país pela forma brilhante que joga para chegar às semifinais da CONMEBOL Libertadores contra o Grêmio e à liderança folgada do Campeonato Brasileiro.

A facilidade para se adaptar a qualquer lugar do gramado rendeu ao meia o apelido de Coringa. E a admiração de Jorge Jesus. O técnico português foi o maior incentivador da contratação e agora vibra com o desempenho do jogador. Seus olhos brilham com a capacidade criativa e de leitura de jogo de Gerson.  Mas, por que tão sério?

Carioca malandro na melhor acepção da palavra, Gerson consegue transitar como ninguém no grupo do Flamengo. Tem o respeito dos mais velhos e lidera a turma dos mais jovens. É referência para os garotos da base, de quem está sempre perto. Senta-se à mesa com eles nas refeições, liderando uma interação considerada muito saudável. No clássico contra o Fluminense, no último domingo, o meia fez gol e deu prova dessa relação: a já conhecida comemoração, no embalo do "Vapo Vapo", foi com Reinier, a grande joia rubro-negra. Entrosamento. 

Nesta quarta-feira, todo rubro-negro sabe que o triunfo sobre o Grêmio e a vaga para a final da Libertadores podem passar pelos habilidosos pés de Gerson. Pouco importa se, no passado, coisas do futebol o levaram a outro caminho. 

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