Campeão da Libertadores, Abel Braga chega ao Flamengo com 'fome' para buscar títulos

Vencedor da competição com o Internacional em 2006, Abelão foi apresentado no Fla no início do ano e promete esforço para recompensar apoio dos torcedores rubro-negros

Abel Braga foi apresentado no segundo dia de 2019 como novo treinador do Flamengo. O técnico tem a missão de reconduzir o clube a uma conquista que não vem desde 1981: a Copa CONMEBOL Libertadores. Experiência para tal, no entanto, Abel tem. Foi campeão do torneio em 2006, com o Internacional.

Ele é um dos 14 técnicos presentes no torneio continental que inicia um trabalho.

Em sua primeira entrevista como novo comandante do Rubro-Negro, Abel se mostrou com fome de superar os desafios de 2019 e enalteceu a forte presença de público da torcida nos jogos do Flamengo, no Maracanã. É com tal aliada ele busca os desafios do ano, entre eles a Libertadores.

"O Flamengo tem a maior média de público dos últimos Brasileiros. Isso mostra o que é esse clube e sua grandeza. Isso é desafio. E eu gosto de desafios. Eu venho com fome e é extremamente importante poder dar algo mais ao Flamengo nessa hora", afirmou Abel.

"O torcedor pode ter certeza de que virão jogadores e estamos trabalhando muito. A gente crê que precisamos ter um pouco mais de identidade. Porque, do lado de fora, o torcedor está mostrando isso. Não é normal, na última rodada do Campeonato Brasileiro, que não valia nada, colocar 70 mil pessoas no estádio. O torcedor do Flamengo tem mentalidade de clube europeu. Não importa a posição, o torcedor vai. Nós somos obrigados a ter uma identidade com isso e saber o que essa camisa representa", completou o treinador.

O Flamengo está no Grupo D da CONMEBOL Libertadores, ao lado de Peñarol, LDU e San Jose. A estreia será diante dos bolivianos, fora de casa, no começo de março.

"Não gosto de fazer promessa não. Prometo muito trabalho? Óbvio. Se não trabalhar, não joga. Essa identidade, eu conheço. Tem que haver maior. Tem que ser maior. Os torcedores estão indo. Não é normal começar todo ano com favoritismo e depois, na hora que tem que vencer, alguma coisa não corre bem. É isso que teremos que descobrir. Quero que o torcedor saiba que vou tentar identificar a situação e criar algo semelhante do que acontece na arquibancada para o campo. Em 2004, eu senti na espinha com aquela música "Poeira". Ali entendi bem. E jogando contra o Flamengo também sentimos isso", afirmou Abel, que comandou o clube há 15 anos.

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