CONMEBOL Libertadores 2000: Boca Juniors cala Morumbi, vence Palmeiras nos pênaltis e conquista tricampeonato

Conquista no Brasil abriu sequência de quatro finais em cinco anos para os argentinos sob o comando de Carlos Bianchi

A era vitoriosa de Carlos Bianchi como técnico do Boca Juniors teve o Brasil como palco inicial. Após dois empates, o time argentino bateu o Palmeiras nas penalidades, em pleno Morumbi lotado de torcedores alviverdes, e se sagrou campeão da CONMEBOL Libertadores 2000. Foi o terceiro título continental dos Xeneizes.

O troféu em território brasileiro veio na primeira das quatro finais de Copa que o Boca disputou em cinco anos (2000, 2001, 2003 e 2004), com Bianchi no comando. No período, levantou a taça três vezes e foi batido apenas pelo Once Caldas, em 2004.

Com 13 pontos em seis partidas, os argentinos avançaram aos mata-matas como líderes do Grupo B, que contava também com Peñarol, Blooming e Universidad Católica. Nas oitavas de final, eliminou o El Nacional - empate por 0 a 0 no Equador e vitória por 5 a 3 em La Bombonera.

Nas quartas de final, um duelo histórico: Boca x River Plate. O maior duelo do futebol argentino teve vitória dos Millonarios por 2 a 1, no Monumental, mas os Xeneizes eliminaram o rival com triunfo por 3 a 0 em seu estádio.

A classificação para a final veio após confronto com o América do México, superado com placar agregado de 5 a 4. O adversário na decisão seria o Palmeiras, atual campeão da Libertadores e embalado após eliminar o rival Corinthians na semifinal, em dramática disputa por pênaltis.

No jogo de ida, em Buenos Aires, empate por 2 a 2. O Boca Juniors vencia por 2 a 1 até os 63 minutos, quando Euller deixou tudo igual no placar. 

Ao contrário de 1999, em que se sagrou campeão da América em seu estádio, o Palestra Italia, o Palmeiras levou a partida de volta para o Morumbi, com capacidade de público maior. Mas o apoio da torcida não ajudou o Verdão a marcar, e o empate sem gols no tempo normal levou a decisão do título para as penalidades.

Na disputa, prevaleceu a estrela do goleiro Óscar Córdoba, que defendeu as cobranças de Asprilla e Roque Júnior. O Boca converteu as quatro tentativas e comemorou o tricampeonato diante de um Morumbi em silêncio.

NÚMEROS DO CAMPEÃO

14 jogos
7 vitórias
4 empates
3 derrotas
30 gols pró
16 gols contra
Artilheiros: Antonio Barijho e Alfredo Moreno (6 gols)

Boca Pôster 2000

FICHAS TÉCNICAS 

Boca Juniors 2-2 Palmeiras

Data: 14/6/2000
Local: La Bombonera, Buenos Aires (Argentina)
Libertadores: Final, ida
Árbitro: Gustavo Méndez (Uruguai) 

Boca Juniors: Óscar Córdoba, Hugo Ibarra, Jorge Bermúdez, Walter Samuel, Rodolfo Arruabarrena, Cristian Traverso, Sebastián Battaglia, Gustavo Barros Schelotto (César La Paglia), Christian Giménez (Martin Palermo), Juan Román Riquelme, Antonio Barijho (Guillermo Barros Schelotto). Técnico: Carlos Bianchi.

Palmeiras: Marcos, Neném, Roque Júnior, Argel, Júnior, Rogério, César Sampaio, Galeano, Alex (Tiago), Pena (Marcelo Ramos), Euller (Faustino Asprilla). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Gols: Rodolfo Arruabarrena (22' e 61'); Pena (43'), Euller (63'). 

Palmeiras 0-0 Boca Juniors

Data: 21/6/2000
Local: Morumbi, São Paulo (Brasil)
Libertadores: Final, volta
Árbitro: Epifanio González (Paraguai)

Palmeiras: Marcos, Rogério, Roque Júnior, Argel, Júnior, César Sampaio, Galeano, Alex, Marcelo Ramos (Faustino Asprilla), Pena (Basílio), Euller. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Boca Juniors: Óscar Córdoba, Hugo Ibarra, Jorge Bermúdez, Walter Samuel, Rodolfo Arruabarrena, Cristian Traverso, Sebastián Battaglia, José Basualdo, Juan Román Riquelme, Guillermo Barros Schelotto, Martín Palermo. Técnico: Carlos Bianchi.

Nos pênaltis (2:4): Pelo Palmeiras: Alex, Faustino Asprilla (perdeu), Roque Júnior (perdeu), Rogério. Pelo Boca Juniors: Guillermo Barros Schelotto, Juan Román Riquelme, Martín Palermo, Jorge Bermúdez.

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