Água mole em pedra dura: a persistência do Flamengo nocauteou o Internacional

Na luta pela busca por espaço, Rubro-Negro contou com o envolvimento de seus dois atacantes para abrir vantagem nas quartas de final da Libertadores

"Eu os considero mais 9,5 e não 9". 

A frase é de Jorge Jesus e foi usada pelo técnico para definir seus dois principais atacantes, Bruno Henrique e Gabigol. Falou enquanto lamentava ainda não ter recebido um autêntico camisa 9, aquele goleador nato, que rodeia o gol, manda na área. No entanto, após a ida das quartas de final, Jesus deve estar satisfeito: o duelo contra o Internacional mostrou como a combinação de dois "9,5" pode ser danosa ao adversário. Gabigol abriu espaço, Bruno Henrique os encontrou. E nocauteou o Inter, vencendo por 2-0.

A tônica da partida foi a instência rubro-negra contra a muralha colorada. Difícil apontar no Brasil uma equipe que se defenda tão bem quanto o Internacional e no Maracanã isso foi levado praticamente à perfeição. As linhas de Odair Hellmann machucaram o Flamengo. Mas não tirou a perseverança de seus atacantes, principalmente a de Bruno Henrique. 

Faminto, Bruno Henrique nunca deixou de tentar. No primeiro tempo, arriscou de fora da área. Marcelo Lomba fez grande defesa. Depois, se excedeu em uma tentativa de escapada e foi brecado por Rodrigo Lindoso. Se passa... 

Paolo Guerrero Filipe Luis Flamengo Internacional Libertadores 21082019

Enquanto isso, diante da fortaleza vermelha, Gabigol jogou de forma diferente. Saiu da área, virou quase um armador. Foi comum ver o camisa 9 por trás dos volantes, na tentativa de encontrar um espaço entre o esquema de Odair. Esse espaço veio na segunda etapa. E Bruno Henrique não perdoou.

Iluminado pela convocação para  a Seleção Brasileira, o atacante precisou de duas chances para matar o jogo e dar ao Rubro-Negro uma vantagem enorme para a volta. Duas finalizações de dentro da área, como 9. Ou 9,5, que tal Jesus?

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. E desequilibrou o Inter. Que estava bem armado, que escapa com Patrick, que esperava a brecha para golpear o Flamengo. A brecha veio para Nico López, mas o atacante uruguaio chutou para a fora. Um gol que pode fazer muita falta. Faltou o cacoete de 9 para Nico. Ou de 9,5, como os do Flamengo, que tem a vantagem. Faltou, talvez, o verdadeiro 9, Paolo Guerrero, que teve poucas chances. 

Semana que vem, no Beira-Rio, tudo começa do zero, mas a vantagem é rubro-negra. A vantagem da insistência.

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