A paciência do Inter de Guerrero superou o Nacional na CONMEBOL Libertadores

Colorado adotou postura diferente fora de casa com D'Alessandro e marcou o gol da vitória no fim do jogo com o oportunismo do peruano. Baita resultado!

Paolo Guerrero pega a bola com a mão e, pacientemente, entrega ao árbitro argentino Nestor Pitana. A cena, logo após o apito final, simboliza perfeitamente a gigante vitória do Internacional sobre o Nacional nesta quarta-feira em Montevidéu, no primeiro jogo das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores. Foi da paciência colorada e da estrela de Guerrero que os brasileiros podem voltar em festa do Uruguai com o triunfo por 1-0.

Como fator raro nesta temporada, o técnico Odair Hellmann escalou D'Alessandro, mesmo jogando fora de casa, em que costuma privilegiar a força e uma formação mais adequada para segurar o adversário, e assim arrematá-lo no contra-ataque. Odair apostava em um jogo de paciência contra a força uruguaia e a pressão que certamente haveria no Grand Parque Central. Funcionou, em partes. 

O Inter começou o jogo apertando o Nacional no ataque, controlando as ações pela técnica de D'Ale e os avanços de Edenilson e Patrick. Por pouco não abriu o placar com Nico López nessa pressão inicial. Não deu. 

Com o tempo, o Nacional se soltou e procurou a figura de Bergessio. O atacante criou as melhores chances, como já era de se esperar. Numa delas, acertou a trave, na melhor chance dos uruguaios. 

Enquanto isso, ainda não se ouvia falar no nome de Paolo Guerrero. O Inter cadenciava, D'Ale recuava para armar, tentava encontrar um mínimo espaço para vencer os uruguaios. Até que cansou. E Odair entrou em ação. Lançou Rafael Sóbis, que criou boa chance. Depois, Wellington Silva brilhou. Em ótima jogada individual, achou o espaço que D'Ale buscava. E encontrou Guerrero. 

O centroavante peruano, até então apagado na partida, fez o que mais sabe fazer e deu a vitória ao Inter. Em três jogos na Libertadores, três gols. Decisivo. Tranquilo.

A cena do apito final, com a bola a Pitana, resume a frieza de Guerrero. E a paciência de um Inter que vira favorito para ir às quartas de final. A volta será na próxima quarta no Beira-Rio e ao Inter só um empate já é o bastante.

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