A noite de Libertadores que dividiu o Maracanã entre inferno e o melhor lugar do mundo

O 23 de outubro de 2019 ficará marcado para sempre na memória do torcedor do Flamengo como o dia em que o rubro-negro acabou com o Grêmio Imortal

O Rio de Janeiro se pintou de vermelho e preto em 23 de outubro de 2019. Todos os caminhos levaram a um único lugar: o Maracanã. O estádio mais famoso do mundo foi palco de todos os sentimentos possíveis, mas será lembrado de maneiras totalmente antagônicas no futuro. O Maraca foi, ao mesmo tempo, o melhor lugar do mundo e o pior dos infernos. 

O flamenguista começou a chegar cedo, muito cedo ao local da semifinal da CONMEBOL Libertadores. Por volta das 13h, já era possível ver grupos de torcedores nos arredores do Maraca. Fantasiados, seja de Coringa, Iron-Man ou apenas como torcedores do Flamengo, aos poucos foram virando uma multidão. Nação! Por volta das 19h30, faltando duas horas para o início do jogo, as arquibancadas já estavam quase lotadas. Era o início de uma noite para a eternidade. 

Torcida do Flamengo

A atmosfera criada no Maraca foi de causar inveja até nos torcedores de outros clubes. Todo ser minimamente entusiasta de futebol sonha com uma noite dessas. Com seu time envolvido, então... Foi um show de cores, apoio, energia positiva, cânticos. Uma torcida imensa que empurrou o time e ajudou a construir um placar insano pela grandeza dos envolvidos. O 5 a 0 começou a ser construído na voz de cada rubro-negro, que fez da casa do futebol carioca o melhor lugar do mundo para se estar em uma noite de quarta-feira. Noite de Libertadores!

Mas o significado das cores pode ser oposto a depender do ponto de vista. O vermelho das luzes que coloriram e iluminaram o Maracanã apagaram o brilho do Grêmio. Foi um inferno! Chamado Imortal, o clube gaúcho viveu todos os seus pesadelos de uma vez só. Na arquibancada, possuído por aquele ambiente totalmente hostil, o gremista agonizava a cada bola na rede. Como sair daqui? Uma noite para esquecer. Vermelho, essa cor tão cara ao apaixonado tricolor, apagou a luz de quem está acostumado a brilhar. 

Flamengo

Porque toda a alegria do mundo foi tomada pelo timaço do Flamengo. As defesas de Diego Alves, os toques de classe de Rafinha, os gols da dupla de zaga, a técnica de Arrascaeta, a intensidade de Everton Ribeiro, o protagonismo da dupla de ataque, os imparáveis Bruno Henrique e Gabigol... Foi uma overdose de felicidade. 

O torcedor do Flamengo esperou 38 anos para voltar à final da Libertadores. Nesse período, conheceu o inferno de diversas formas. Mas esse 23 de outubro de 2019 trouxe a sensação de que valeu a pena esperar. O torcedor foi embora do Maracanã com a certeza de que o inferno são os outros. 

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