A fome do 'garoto' Rafael Sobis para conduzir o Internacional ao tri da Copa Libertadores

Aos 33 anos, atacante retorna ao clube que o revelou com gols e títulos em duas finais de Libertadores, além de outro vice. Experiência de sobra para uma nova conquista

Por Marcio Porto

Rafael Sobis, 2006, 21 anos, dois gols na final da Copa CONMEBOL Libertadores contra o São Paulo. Internacional campeão.

Rafael Sobis, 2010, 25 anos, gol na final da Libertadores contra o Chivas (MEX). Internacional campeão. 

Rafael Sobis, 2019, 33 anos, muito trabalho para marcar mais um gol na final da Libertadores e fazer do Internacional tricampeão da América. 

Sobis ajudou a escrever dois dos mais importantes capítulos da história colorada com técnica e juventude. Para o terceiro, que começa nesta quarta-feira diante do Palestino (CHI), com a estreia do Inter, ele aposta na experiência e dedicação. O "velho" Sóbis que voltou para buscar o tri se diz um menino na vontade de vencer. "É para isso que estou me preparando, com muita gana. A ansiedade é muito grande para que o que o time possa ir longe, e temos condições. O Inter hoje é um time muito bem treinado, vou me envolver muito na competição", afirmou, em entrevista ao Copalibertadores.com.

A experiência e história de Sobis são apostas do Inter para reconquistar a América. Além dos títulos, ele disputou mais uma final de Libertadores, pelo Tigres (MEX), em 2015, mas acabou perdendo para o River Plate (ARG) após bater o próprio Inter na semifinal. Mas o atacante quer ser notado pelo que pode fazer e não pelo que já fez. Sobre esses e outros aspectos ele falou nesta entrevista exclusiva concedida na véspera da estreia contra o Palestino no Chile - River Plate (ARG) e Alianza Lima (PER) completam o grupo do Colorado. Confira: 

Como está a cabeça, o coração, antes da disputa de mais uma Libertadores, agora novamente pelo Inter?
Nem pensei muito nessa semana, tão intensa de trabalho, de tudo. A ansiedade como fosse a primeira vez. É um momento único na minha carreira de voltar em momento tão importante para o clube, que está pensamento firme, preparado, com a esperança de começar muito bem a competição.

Um garoto em 2006, mas decisivo, já formado em 2010, e novamente decisivo. Agora experiente em 2019. Dá para ser decisivo de novo?
Acho que dá, claro que é, é pra isso que estou me preparando, com muita gana. A ansiedade é muito grande, para que o que o time possa ir longe, temos condições. O Inter hoje é um time muito bem treinado, vou me envolver muito na competição.

Você poderia traçar um paralelo dessas três versões do Sóbis?
O primeiro era jovem, muita esperança de conquistar coisas no Inter e na carreira, não só na libertadores, mas na vida. Estava ainda começando no Inter. Em 2010 teve um retorno não muito programado, com mais um titulo, e agora uma nova história, novos companheiros, momento bem diferente, mas pensando em titulo novamente.

Arte Rafael Sóbis

Ainda tem gol para caso de uma terceira final? Já sonhou com isso?
Eu não sonho com isso, eu treino todo dia pra isso, todo dia acordo, trabalho, para fazer isso. Faz parte da nossa carreira. Claro que futebol é grupo, mas preciso estar na melhor forma com gols, me preparando para ser decisivo como um atacante tem que ser.

Qual foi o peso da disputa da Copa em sua decisão de retornar ao Inter, após duas grandes passagens?
Quando tive a oportunidade, não pensei duas vezes. Participar dessa reestruturação do clube, ter minha importância, ajudar. Não pela minha história, mas pelo que faço em campo, ser importante, ser mais um a contribuir. 

Não é um risco voltar após uma história tão vitoriosa?
Sempre tem o risco, mas jamais vou pensar desse jeito, estou preparado para esses riscos.

Como jogadores que conhecem a competição, como você, o D´Alessandro podem ajudar os mais novos, para que repitam essa trajetória?
A gente planta diariamente na cabeça deles, que Libertadores é diferente, muda ambiente, gramado, clima, não é simplesmente jogar bem. Às vezes os melhores não ganham, e ganha quem mais compete. tem jogo que você joga muito mal e vence e em outros vai muito mal e consegue a vitória. Então não é simplesmente jogar bem.

Em sua chegada, você elogiou os treinos do Odair e disse que há tempos não via algo igual. Como são os treinos? Por que te agradou tanto?
Diferente, estilo diferente, super moderno, um cara de uma atitude sensacional. Hoje em dia, você precisa saber gerenciar uma pessoa, um dia a dia, para comandar. O futebol está precisando, e tomara que eu e meus companheiros possamos fazer um grande ano e ter um bom ano, com titulo, porque treinador vive disso, e será importante para ele se firmar.

Você ainda disputou uma terceira final de Libertadores, pelo Tigres. E na semi, calhou de eliminar o Inter, com participação importante. No Beira-Rio, você chegou a ser vaiado e na ocasião lamentou. Aquele momento ainda te chateia, diante de toda sua história no clube?
Se eu fosse torcedor eu faria a mesma coisa. Isso faz parte, é do futebol, não fui o primeiro nem o último, cabe ao atleta e ao torcedor entender que isso faz parte, é da profissão.

O que o torcedor pode esperar do Inter nessa Liberta?
Muito! Vem na mesma batida do ano passado, time que está trabalhando, vem oferecendo muito. Temos de seguir trilhando, trabalhando todo dia como a gente vem trabalhando, sem carnaval e folga para mostrar pra todos que é o time que a gente sempre acreditou.
 

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