14 gols, 14 defesas e 14 histórias de Rogério Ceni, o brasileiro com mais jogos na história da Libertadores

Campeão com o São Paulo em 1993 e 2005, o Mito é o principal goleiro-artilheiro da Copa. Assista a um clipe com todos gols e outras defesas importantes do ex-goleiro

Um Mito! Rogério Ceni, campeão da CONMEBOL Libertadores em 1993 e 2005 pelo São Paulo, único clube que defendeu na carreira, é o brasileiro que mais vezes foi a campo na história da competição, com 90 jogos. É também é o principal goleiro-artilheiro do mundo e da Copa, com 14 bolas na rede, marca que lhe dá também a artilharia do clube, tricampeão da América, no torneio.

Ceni conquistou a Glória Eterna no continente e está eternizado no coração dos são-paulinos. É o sexto jogador, entre todas as nacionalidades, na lista de número de partidas, sendo o único brasileiro: o líder do ranking é o paraguaio Ever Hugo Almeida, goleiro bicampeão com o Olimpia, com 113 jogos - Ceni é o segundo goleiro com mais partidas disputadas. É o atleta com mais vitórias na história do torneio: 51.

Assista aos 14 gols do ídolo tricolor pela Libertadores, leia 14 histórias e confira ainda 14 defesas. Gigante!

1) Não há exagero ao dizer que o Morumbi é, ou já foi, a casa de Rogério Ceni. O goleiro morou no estádio em seu início de carreira no São Paulo. "Morei por quatro anos, de 1990 a 1994. Conheci tudo. Era totalmente diferente. Morava no alojamento, comia pão com manteiga, leite quando tinha, luz não tinha, andava no escuro, ouvia historias assustadoras das pessoas da construção”, relembrou em 2015.

2) Ceni virou titular do gol do São Paulo em 1997, quando Zetti se transferiu para o Santos - e se manteve assim por 19 anos, até o fim de 2015. No mesmo ano, marcou o primeiro gol da carreira, de falta, no dia 15 de fevereiro, na vitória por 2 a 0 sobre o União São João, em Araras, pelo Campeonato Paulista. Ao se destacar no fundamento durante os treinos, ele recebeu o aval do treinador Muricy Ramalho para virar o cobrador do time. Mas, para assumir tal responsabilidade, precisou mostrar evolução e maturidade. “Quando chegou, o Rogério subiu ao time principal para o treinamento e não batia bem na bola. Fomos aprimorando devagarzinho, e aos poucos ele foi aprimorando essa condição”, contou Valdir Joaquim de Moraes, ex-goleiro e preparador da comissão técnica de Telê Santana entre 1993 e 1997, em depoimento ao filme “Rogér100 Ceni”.

3) O São Paulo mudou de treinador em 1998. O novo chefe, Mario Sergio, proibiu Ceni de cobrar as faltas. Em 2011, ao GloboEsporte.com, ele justificou a atitude. "Quando cheguei, disse que ele não bateria por uma questão física, para não se desgastar em excesso. Se você observar, em alguns lances ele corre 90, 100 metros dentro de campo para voltar para o gol. E isso poderia causar uma contusão. Queria que ele estivesse concentrado para fazer sua função embaixo das traves. Ele aceitou sem questionar e mostrou todo o seu caráter. Nunca tive qualquer problema com ele sobre isso. Se o proibisse hoje, eu seria um demente, um idiota (risos). Mas não me arrependo do que fiz na época", explicou Mario Sergio, falecido em 2016 no acidente aéreo que vitimou a maior parte do elenco da Chapecoense, na Colômbia.

4) A Copa CONMEBOL Libertadores tem um papel primordial na consolidação de Ceni como o Mito do torcedor tricolor. Nos anos 2000, o goleiro realizou atuações épicas pela competição continental, que conquistou duas vezes: em 1993, como figurante do elenco, e 2005, como capitão e protagonista. No dia 11 de fevereiro de 2004, ele marcou o seu primeiro gol na Libertadores, de falta, na vitória fora de casa por 2 a 1 sobre o Alianza Lima, do Peru.

5) Com 14 gols na Libertadores, Rogério Ceni é o maior artilheiro do São Paulo Futebol Clube no torneio.

AFP Rogério Ceni Libertadores 2005

6) Ceni é o jogador brasileiro que mais vezes entrou em campo pela Libertadores. São 90 partidas em nove anos. As maiores "ameaças" ao recorde de jogos atualmente são Fábio, goleiro do Cruzeiro (75), Henrique - volante do Cruzeiro (73) e Leonardo Silva  - zagueiro do Atlético-MG (70).

7) O goleiro-artilheiro soma 8.160 minutos em campo pela Copa CONMEBOL Libertadores. É o recordista do torneio entre os brasileiros e o terceiro maior da história.

8) Dos 51 pênaltis que Ceni defendeu na carreira, oito ocorreram na Libertadores. Foram sete em disputas por penalidades e uma com "bola rolando", durante os 90 minutos regulamentares.

9) Defende... e marca! Ceni é o jogador com mais gols de pênalti anotados na história da Copa Libertadores: oito.

10) Em 2005, ano em que se sagrou campeão paulista, da Copa CONMEBOL Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa, Rogério Ceni foi o artilheiro do São Paulo na temporada, com 21 gols - dez de falta e 11 de pênalti.

Rogério Ceni - Libertadores

11) Ceni marcou cinco gols na campanha que deu ao São Paulo o tricampeonato da Libertadores, em 2005. O faro artilheiro fez a diferença na fase final, quando balançou redes nas oitavas de final (contra o Palmeiras), nas quartas (contra o Tigres, do México) e nas semifinais (contra o River Plate). 

12) O confronto contra o Tigres, nas quartas de final da Libertadores de 2005, quase lhe rendeu o primeiro hat trick da carreira. No jogo de ida, no Morumbi, Ceni já havia marcado dois gols de falta e teve a chance de anotar o terceiro, mas desperdiçou a cobrança. Ele nunca obteve tal feito, três gols no mesmo jogo, em 25 anos como profissional.

13) Pela Libertadores, o São Paulo saiu de campo derrotado apenas uma vez quando Rogério Ceni marcou um gol: em 2010, na vitória do Once Caldas por 2 a 1, na Colômbia.

14) O último gol de Ceni na Copa CONMEBOL Libertadores saiu em 17 de abril de 2013, na vitória tricolor por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, no Morumbi. O adeus do ídolo à Libertadores aconteceu em 13 de maio de 2015, quando ele pegou dois pênaltis contra o Cruzeiro, no Mineirão, mas o São Paulo foi eliminado na disputa de penais, nas oitavas.

Rogério Ceni - Libertadores

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